Marrocos (2026): Casablanca
- Fabio Braga

- há 4 dias
- 2 min de leitura
Com origem em um antigo assentamento do povo Berbere, nativo do norte da África, Casablanca é a maior cidade de Marrocos, funcionando como principal centro financeiro e industrial.
A cidade foi nossa porta de entrada e saída do país. Ao sair da área de desembarque do aeroporto, chegamos à estação de trem anexa onde compramos passagens até a estação Casa Voyageurs e de lá até Tânger.
A viagem pode ser feita em trem rápido, similar ao TGV francês e conhecido como Al boraq em Marrocos. Cada vagão possui dois andares - divididos em duas classes - e um pequeno bar localizado em um dos carros, com salgadinhos, croissants e bebidas quentes e frias.

Como na ida seguimos direto para Tânger, não tivemos tempo de explorar Casablanca. Entretanto, com a excursão, fizemos uma parada rápida para visitar a mesquita Hassan II, um monumento impressionante, com capacidade para 25.000 pessoas na área interna e mais 80.000 na área externa. Construída em apenas sete anos, de 1986 a 1993, é a maior mesquita de Marrocos.
Com o grupo, tivemos a oportunidade de entrar na mesquita. É a única do país que permite a entrada de não muçulmanos e, sem dúvida, é uma visita imperdível. Consulte a agenda para se programar, pois existem períodos de abertura determinados para acessos guiados ao longo do dia.
área de ablução (purificação antes da oração), exterior e interior da mesquita
Ao término da excursão, chegamos novamente em Casablanca no final da tarde de uma sexta-feira, para retornar ao Brasil no dia seguinte. No curto período de tempo disponível, peguei um táxi para fotografar novamente o exterior da mesquita.
Aliás, esta a única oportunidade que tive de fazer uma corrida compartilhada, prática comum em Marrocos. Foi uma experiência interessante: o taxista, um senhor que não falava inglês, ao menos entendeu que eu queria ir para a mesquita. Ele já levava uma senhora, no banco traseiro, para um local próximo e permitiu que eu entrasse em seu carro. Sentei no banco da frente e deixei para negociar o valor no final, o que pode ser um erro, dependendo da situação. O ideal é combinar o valor antes, já que os motoristas marroquinos dificilmente cobram pelos taxímetros. Ao menos fui cobrado de forma justa.

Infelizmente, a mesquita e seu entorno já estavam fechados no horário em que cheguei. No entanto, dei sorte ao chegar na maré baixa e consegui, passando por baixo da cerca, descer nas rochas abaixo do paredão que protege a orla. Não foi um ato impulsivo ou ilegal: o local, aparentemente, serve como ponto de encontro de famílias e amigos para apreciar o pôr do sol com uma vista incrível.

rochas do oceano Atlântico no entorno da mesquita e paredão, expostos pela maré baixa
Descer nas rochas proporciona uma vista impressionante e, ao mesmo tempo, assustadora. É difícil acreditar que o mar chega quase ao topo do paredão nos períodos de maré alta.
Se por acaso você vier a visitar o local e decidir descer nas pedras, tenha muito cuidado a cada passo, pois toda superfície é coberta de limo e extremamente escorregadia. Cuidado para não quebrar seus ossos ou seus equipamentos.
homem com seu cão passeando nas pedras
cenas de Casablanca























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